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Dois tipos de ex-líbris: gravura ou carimbo?


 Por Mary Komatsu (Bibliotecária e administradora do canal Caçadora de Ex-líbris) 


Uma das dúvidas mais frequentes entre os interessados em ex-líbris é: qual é o formato mais adequado, a gravura ou o carimbo?


O ex-líbris em formato de gravura ou etiqueta é o mais tradicional. Sua origem remonta às primeiras marcas de propriedade produzidas por meio da xilogravura, técnica utilizada nos primórdios do ex-librismo. Esses exemplares eram amplamente empregados por nobres, religiosos e grandes colecionadores de livros. Além de identificarem a posse da obra, tornaram-se verdadeiras peças de arte e, por isso, são muito valorizados pelos colecionadores, que buscam exemplares raros e de grande qualidade artística.


Já o ex-líbris em carimbo tornou-se uma opção bastante popular nos dias atuais. Sua principal vantagem é a praticidade: pode ser aplicado diretamente no livro, possui menor custo de produção e é mais acessível para quem deseja marcar sua biblioteca pessoal. Essa alternativa atende perfeitamente à função principal do ex-líbris, que é identificar o proprietário da obra.


O fator econômico costuma ser decisivo na escolha entre os dois formatos. Ex-líbris produzidos por técnicas artísticas tradicionais, como xilogravura, gravura em metal ou litografia, exigem maior trabalho especializado e, consequentemente, possuem um custo mais elevado. Por outro lado, os carimbos oferecem uma solução simples, eficiente e econômica.


No fim das contas, não existe uma opção mais correta do que a outra. A escolha depende do objetivo de cada pessoa: quem busca uma obra de arte colecionável tende a preferir a gravura; quem deseja uma identificação prática para seus livros geralmente opta pelo carimbo.

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